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Política

Operação do Gaeco investiga prefeito da Capital e pastores

12 de fevereiro 2015 - 10h43 Por Redação Douranews
Operação do Gaeco investiga prefeito da Capital e pastores

Uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que denunciou o prefeito Gilmar Olarte (PP) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro foi batizada de 'ADNA'. A sigla identifica a igreja evangélica de Campo Grande da qual o político é fundador e pastor, a Assembleia de Deus Nova Aliança. Para o Ministério Público, ligações telefônicas interceptadas com autorização judicial ‘descortinaram’ as articulações de 'irmãos de igreja' para suposto esquema que teria levantado R$ 900 mil em empréstimos com agiotas mediante a promessa de vantagens na Prefeitura.

Salem Pereira Vieira, Gilmar Olarte e Ronan Edson Feitosa de Lima, principais implicados no suposto esquema eram todos membros da Assembleia de Deus Nova Aliança (a ADNA) do Brasil, à época em que os delitos teriam sido cometidos. A denúncia apresentada investigou os crimes de corrupção passiva, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais, que teriam sido cometidos por membros da denominação evangélica.

A justificativa dada aos primeiros agiotas procurado por Ronan, era que o dinheiro seria usado para pagar dívidas ainda da campanha de 2012.

Além de Olarte e Ronan, pastores na igreja (este último teria sido excluído do rol de membros da entidade), o terceiro acusado no processo, Luiz Márcio dos Santos Feliciano, militar reformado, também frenquentava os cultos dirigidos pelo prefeito. Ele seria o proprietário de uma camionete Mitsubishi L200 Triton, 'emprestada' para o pastor Gilmar Antunes Olarte.

“Como ele era da igreja do Pr. Gilmar, ele ofereceu essa camionete para que (seu) pastor utilizasse a camionete e ele ficou utilizando outra camionete maior (F-250) do prefeito. Porque tinha essa facilidade de deslocamento”, alegou o advogado de Olarte, Jail Azambuja, durante coletiva na manhã de terça-feira (10). “A L200 é mais fácil de ser conduzida”, justificou.

Azambuja afirmou que seu cliente, Gilmar Antunes Olarte, possui uma outra camionete Ford F-250 “há anos”. O veículo, no entanto, não consta entre os bens do prefeito, segundo o Gaeco. Consta no inquérito como de propriedade de Olarte apenas uma lavanderia, um Fiat Uno 1994 e um Ford Verona 1991. Na declaração de bens prestada em 2012, quando disputou o cargo de vice-prefeito, o progressista declarou bens avaliados em R$ 2 milhões, mas nenhum automóvel entre eles. Com informações do jornal Midiamax