O STF (Supremo Tribunal Federal) começou a disponibilizar nesta segunda-feira (9) trechos dos depoimentos prestados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef nos acordos de delação premiada firmados na operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção instalado na Petrobras.
Os depoimentos contêm as suspeitas sobre políticos, empresários e funcionários da estatal, bem como fatos criminosos atribuídos a eles, conforme o relato dos dois delatores, que aceitaram apontar os delitos e os meios de obtenção de provas em troca da redução de penas numa eventual condenação no futuro julgamento do caso.
Desde que foram prestados, no segundo semestre do ano passado, os depoimentos eram mantidos em segredo de Justiça, derrubado na semana passada pelo relator do caso no STF, ministro Teori Zavascki, quando recebeu os pedidos de abertura de inquérito da PGR (Procuradoria Geral da República).
No mesmo ato, Zavascki autorizou o início das investigações sobre deputados e senadores, que possuem foro privilegiado no STF (só podem ser investigados pela Corte), e também de ex-ministros do governo, que estão envolvidos em fatos ligados aos parlamentares e deverão ser também julgados na mais alta instância do Judiciário.