A Associação Juliano Varela promoveu nesta sexta-feira (20), em Campo Grande, a 4ª edição da caminhada Don’t Let me Down ["Não Me Decepcione", na versão traduzida], visando mais uma vez, reforçar o propósito de que a pessoa com Síndrome de Down não é doente e sim diferente. Realizada no centro de Campo Grande, a caminhada lembra o Dia Internacional da Síndrome de Down, que é comemorado neste sábado (21), e contou com mais de 300 pessoas, entre elas o deputado estadual Barbosinha (PSB), um apoiador da causa.
De acordo com a presidente da Associação Juliano Varela, Malu Fernandes, a ideia da caminhada é fazer um apelo à sociedade ao mostrar que as pessoas com Síndrome de Down possuem um grande potencial e que podem e devem ser incluídos no âmbito social, na luta por direitos e cidadania.
“Aqueles que estão envolvidas diretamente com um Down precisam compreender que não se trata de uma doença, apenas de um cromossomo a mais, que proporciona dificuldades de aprendizagem e requerem maiores estímulos, nada, além disso. Classifico esse cromossomo como o do amor”, explicou Malu Fernandes.
Mãe de um menino que nasceu com Síndrome de Down, o Juliano Varela, que dá nome a Associação e atualmente trabalha na Assembleia Legislativa, Malu destaca os avanços já conquistados até hoje, mas considera maior orgulho a inserção desses jovens no mercado de trabalho.
O deputado estadual Barbosinha (PSB), considerado um dos primeiros a facilitar a entrada de pessoas com Síndrome de Down em empresas de Mato Grosso do Sul, relata que no período em que foi presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento do Estado), contratou o primeiro jovem com Down, no ano de 2011. “A experiência foi bastante positiva e com o passar do tempo o número triplicou”, frisou o deputado.
De acordo com Barbosinha, outras empresas já estão adotando a inclusão social, um exemplo é a Assembleia Legislativa que hoje conta com quatro jovens com Síndrome de Down. “Os Downs são muito competentes. A missão que você entrega para eles é cumprida com fidelidade, e, além de tudo isso, modificam o ambiente de trabalho e humanizam os escritórios”, ressaltou o deputado.