Os douradenses vão voltar às ruas no dia 12, em mais um ato de protesto contra a corrupção, a alta dos impostos e as recentes medidas adotadas pelo governo federal. Como na edição anterior, esta mobilização também será liderada pela Aced (Associação Comercial e Industrial de Dourados), com apoio de dezenas de entidades do município. Esta semana representantes dessas entidades se reuniram na Aced para definir os detalhes do próximo manifesto.
Assim como no dia 15 de março, o protesto está marcado para as 15 horas, com a concentração na concha acústica da Praça Antônio João. Ainda não há uma definição do trajeto, mas a previsão é que seja adotado o mesmo da edição anterior – seguindo pela avenida Marcelino Pires até a Igreja Presbiteriana central, no cruzamento com a Camilo Ermelindo da Silva, retornando pela mesma avenida até a praça Antônio João. Ao final, haverá espaço para discursos.
No primeiro ato de protesto organizado em Dourados, em torno de seis mil pessoas foram às ruas contra a corrupção, de acordo com a Aced. Desta vez, a expectativa é reunir um público ainda maior, considerando o grande volume de brasileiros insatisfeitos com a política econômica do país. De acordo com o presidente Antônio Nogueira, desta vez a organização também espera a participação da classe política no protesto.
“Entendemos que não há como dissociar uma coisa da outra. Toda a população brasileira precisa estar envolvida, incluindo a classe política”, afirmou, ao reforçar que o movimento é apartidário. “Nossa luta não é contra um partido, mas pela moralização do nosso país. É uma luta de todos os brasileiros”, acrescenta.
A mobilização em Dourados contará com o apoio de diversas entidades, como Senac, Conped, Sinpetro, Sindicato Rural, Sindicom, Acomac, CDL e Maçonaria. Uma nova reunião deverá ser agendada em breve para definir novos detalhes da manifestação, conforme a assessoria da Aced.