Onze deputados federais integrantes da CPI da Petrobras se encontraram com o juiz Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Operação Lava-Jato, na manhã desta sexta-feira (24), em Curitiba. O encontro durou cerca de duas horas e serviu para os parlamentares pedirem ao juiz o compartilhamento da investigação que está em sigilo com a comissão e para definirem como e quando serão ouvidos os presos da operação que estão detidos.
“Resolvemos duas questões básicas que eram motivação principal do nosso encontro. O compartilhamento de informações, ele praticamente nos disponibilizou tudo, inclusive procedimentos administrativos e também a questão das audiências, dos depoimentos, que faremos aqui em Curitiba”, disse o vice-presidente da CPI da Petrobras, Antonio Imbassahy (PSDB-BA).
De acordo com os deputados, os depoimentos devem começar na primeira quinzena de maio e todos os presos devem ser ouvidos. Até o momento, a comissão tem a aprovação do requerimento para ouvir 19 dos 23 presos da operação, mas os parlamentares afirmaram que pretendem ouvir todos os presos, inclusive os três ex-deputados presos na 11ª fase da Operação Lava-Jato: André Vargas, Pedro Corrêa e Luiz Argolo.
A CPI está interessada principalmente em ouvir o doleiro Alberto Youssef, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como um dos operadores do esquema. João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, preso na 12ª. fase da operação, não foi convocado para ser ouvido em Curitiba, já que prestou depoimento na CPI antes de ser detido.