Após três horas do início da sessão destinada à sabatina de Luiz Edson Fachin, e com 31 senadores inscritos para fazer perguntas ao jurista, o plenário da CCJ começou a ficar vazio por volta das 13h
O advogado Luiz Edson Fachin se definiu como um "progressista", mas negou ter filiação partidária. Durante sabatina no Senado, ele foi questionado sobre sua posição política e respondeu que, embora chamado a tomar posição como professor e jurista, nunca fez "proselitismo político em sala de aula"
O jurista Luiz Edson Fachin disse que não furta a se posicionar diante de questões nacionais e que assume as consequências disso
O jurista e advogado Edson Fachin explicou à Comissão de Constituição e Justiça do Senado que tinha permissão para trabalhar simultaneamente como procurador do estado do Paraná e advogado, mesmo contrariando uma proibição expressa na Constituição estadual.
"Acho que estamos perdendo tempo com questionamentos de ordem pessoal que não foram feitos a outros sabatinados, pelo menos no tempo que estou aqui. Lamentavelmente é o cenário que vivemos no Brasil hoje", disse o senador petista Humberto Costa, ao citar que o país vive um clima de "intolerância".
"Ninguém é dono da Constituição", disse Luiz Edson Fachin. "Nós não podemos ter uma Constituição diferente em cada local do país. (...) É preciso uma porta em que o cidadão vai bater e saiba que vai ser atendido. Essa é a porta do juiz."
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sabatina o advogado Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff para ocupar vaga no STF.
Questionado sobre a redução da maioridade penal, o jurista Luiz Edson Fachin disse que o tema precisa ser debatido, levando em conta suas consequências caso ela seja aprovada. Ele disse que é preciso analisar experiências no exterior e também refletir se o sistema prisional atual cumpre a função de ressocializar.
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