Quatro investigados pela Operação Lava Jato — o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e os ex-deputados André Vargas (ex-PT-PR, atualmente sem partido), Luiz Argôlo (SD-BA) e Pedro Côrrea (PP-PE) — foram transferidos na ultima terça-feira (2) para o CPM (Complexo Médico Penal), na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.
Eles estavam presos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e sua transferência para o CMP foi autorizada na segunda-feira pelo juiz federal Sérgio Moro. Com a chegada dos quatro, o Complexo passa a abrigar nove presos pelo esquema de corrupção na Petrobras.
Atualmente, Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras; Guilherme Esteves de Jesus, investigado por lavagem de dinheiro, e os empresários Fernando Soares (conhecido como "Fernando Baiano"), Mário Góes e Adir Assad, apontados como operadores no esquema, estão detidos no CMP.
Também já passaram pelo local executivos das empreiteiras OAS, Mendes Júnior, Camargo Corrêa e Galvão Engenharia, libertados por decisão do Supremo Tribunal Federal no final do mês de abril. Eles estão em prisão domiciliar desde então.

Ao contrário do que ocorre em outras prisões, aqui o pátio que os detentos frequentam é um ambiente calmo. O CMP também abriga um número de presos acima de sua capacidade – são 692 pessoas para 554 vagas –, mas há bastante rotatividade. De acordo com os funcionários, cerca de 50 detentos chegam e saem do local todos os dias.