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Vereador diz que ex-reitor da UFGD foi irresponsável com IMC

18 de junho 2015 - 17h40 Por Redação Douranews
Vereador diz que ex-reitor da UFGD foi irresponsável com IMC

O vereador Marcelo Mourão (PSD) lamentou hoje (18) o fato de, segundo disse, por “pura inépcia” da gestão anterior da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Dourados perder R$ 12,9 milhões liberados em 2010 pelo Governo Federal para construção do Hospital do IMC (o Instituto da Mulher e da Criança) no Município.

“Beira ao inacreditável que enquanto todos os agentes públicos somam esforços para melhorar a Saúde de Dourados e dos municípios dos quais é polo de referência, a falta de obediência aos prazos para elaboração do Projeto Técnico, que de acordo com o convênio com o Ministério da Saúde era de responsabilidade da instituição, tenham que ser devolvidos”, afirmou o parlamentar, lembrando que esse desfecho já era previsível. “Preocupado com o atraso já de três anos do início das obras do hospital, no dia 27 agosto de 2013 solicitei ao presidente da Câmara Municipal, Idenor Machado, através do ofício nº 96/2013, e as comissões permanentes de Obras e Serviços Públicos e de Saúde, que convidassem o então Reitor Damião Duque de Farias para que fosse à Câmara esclarecer as razões do atraso da obra, a previsão do início e término da mesma e informar também como o Legislativo Municipal poderia contribuir para garantir celeridade no projeto”, relatou o parlamentar.

“Faltou planejamento, vontade e competência e sobrou irresponsabilidade, pois o IMC contribuiria significativamente para a melhoria da qualidade da saúde pública do nosso município, atendendo duas camadas expressivas da população que são as mulheres e as crianças”, afirmou Marcelo Mourão, destacando que o único representante da cidade na Câmara Federal (o deputado federal Geraldo Resende PMDB) não mediu esforços junto ao Ministério da Saúde para que fossem prorrogados os prazos para que a UFGD elaborasse e encaminhasse o Projeto Técnico da obra.

“Para se ter uma ideia, o IMC disponibilizaria 204 leitos para atendimento de mulheres e crianças, sendo 41 leitos na ala de internação pediátrica, 58 leitos na ala de internação ginecológica, 57 leitos na unidade intermediária, 20 leitos de UTI neonatal e 42 leitos de enfermaria para obstetrícia. O hospital teria ainda quatro salas de centro cirúrgico, oito unidades para recuperação pós-anestésica e sete quartos de pré-parto, parto e pós parto”, enumerou o parlamentar.

“Diante desses números e do grande debate em torno da falta de leitos em nossa cidade, é inconcebível que tenhamos perdido uma obra desse porte por pura inépcia”, reforçou Marcelo Mourão, em nota distribuída nesta quinta-feira para a imprensa.