“Já avisei no Governo: se alguém souber de algum caso envolvendo desvio de dinheiro, tem o dever de comunicar imediatamente, porque, muitas vezes, o governador não fica sabendo de tudo, mas, a nossa ordem, é tolerância zero com a corrupção. Principalmente porque, o dinheiro que hoje faz falta para a Saúde está enchendo o bolso de vagabundos que não tem compromisso com esse País”.
Esse foi um dos tons do discurso do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), ao participar, nesta segunda-feira (6), em Dourados, da assinatura do convênio que formalizou o aluguel da unidade do Hospital São Luiz que vai funcionar como centro de referência regional em cirurgias eletivas no Município. Reinaldo confirmou que o Estado assumiu a gestão da unidade e ainda vai repassar recursos de convênios para manutenção da UPA e do Hospital da Vida na cidade.
Segundo ele, os governos passados se preocuparam com prédios e obras físicas. “É fácil construir prédios para a UPA, os PSF e unidades de saúde, mas não se tem o dinheiro para pagar médicos e dotar o local dos equipamentos e remédios ao paciente; por isso, nos preocupamos com as pessoas, queremos fazer a Saúde funcionar primeiramente acabando com a ‘fila da vergonha’ que existia no Estado”, discursou.
O governador também disse que, ao entregar a obra do bloco G da UEMS, dá início ao programa “obra inacabada zero”, adotado pelo atual Governo no sentido de concluir todas as construções iniciadas com recursos públicos. “Vou entregar todas, até o Aquário do Pantanal, mesmo com muita dor no coração, porque, pra mim, aquilo foi um dinheiro jogado fora”, disse Reinaldo.