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Câmara tenta encerrar hoje votação da reforma política

09 de julho 2015 - 19h25 Por Agência Brasil/Douranews
Câmara tenta encerrar hoje votação da reforma política

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), descartou qualquer possibilidade de adiar mais uma vez a votação do Projeto de Lei 2.295/15 que regulamenta pontos infraconstitucionais da reforma política. O relator Rodrigo Maia (DEM-Rj) já leu o parecer sobre as 96 emendas apresentadas e rejeitou todas.

As emendas foram apresentadas ao substitutivo do relator Rodrigo Maia (DEM-RJ). Isso fez com que a sessão plenária, com a pauta de votação prevista para hoje (9), fosse aberta e suspensa por meia hora para dar tempo de análise aos parlamentares.

“Se conclui [a análise das emendas], isso depende do plenário, mas votar, nós vamos votar. Se não acabar, continua na terça-feira”, disse Cunha. O recado foi uma resposta a alguns líderes que se reuniram com ele, no intervalo da votação, para pedir um pouco mais de tempo a fim de estudar as emendas.

Já o líder do Solidariedade (SD) e relator da matéria, Arthur Maia (BA), defendeu o adiamento. “Ninguém quer fazer obstrução, mas não é plausível para o relator nem para a Câmara entender que 99 emendas serão lidas, o texto refeito, e automaticamente votado em plenário.”

O texto, que altera mais de 70 pontos da legislação eleitoral, limita, por exemplo, valores gastos nas campanhas estabelecendo um teto para a contribuição das empresas aos partidos políticos. Também é limitado o período de campanha nas ruas, na internet, na televisão e no rádio.

Para Arthur Maia, a conversa foi “produtiva” em função de restrições que deverão estar previstas no texto. Um dos pontos limita o custo da próxima campanha a 70% do que foi gasto no último processo eleitoral.

“Nenhuma empresa poderá doar além, mesmo que seja no limite dos 5% do que faturou no ano anterior. Não poderão fazer como fez no ano passado. Teve empresa que doou R$ 350 milhões nas últimas eleições”, acrescentou o deputado. O limite ficaria reduzido a R$ 20 milhões, acrescentou. “São ações reais que vão reduzir de maneira abrupta os custos das campanhas políticas no Brasil.”

As discussões sobre os pontos do projeto de lei começaram ainda pela manhã. O presidente Eduardo Cunha chegou a abrir a agenda de votação no plenário, mas suspendeu por meia hora para dar tempo aos parlamentares para que analisassem as emendas.

Mesmo com a retomada da votação, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) disse que o partido ainda estuda emendas e destaques para tentar reduzir os custos das campanhas eleitorais. Segundo ele, a proposta do relator tem “pontos negativos preocupantes”, como o limite de gastos.