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Política

Não há 'rebelião' no Congresso, diz Dilma

11 de julho 2015 - 12h58 Por Do G1/Douranews
Não há 'rebelião' no Congresso, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista neste sábado (11), em Milão (Itália), que não há "rebelião" no Congresso Nacional, mesmo quando há "divergências" entre os parlamentares da base em votações de interesse do Palácio do Planalto.

Dilma esteve na cidade para visita ao Pavilhão Brasil da Expo Milão. A cidade italiana foi a última na agenda internacional da presidente. Nesta sexta (10), ela esteve em Roma, onde se reuniu com o primeiro-ministro do país, Matteo Renzi. Na quinta (9) e na quarta (8), Dilma participou, em Ufá (Rússia), da VII Cúpula do Brics (grupo de países emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

"Eu vou falar para vocês uma coisa: eu não chamo rebelião. Eu não chamo de rebelião votação no Congresso em que há divergências. A gente perde umas e ganha outras. Se a gente for fazer um balanço, nós mais ganhamos do que perdemos. Eu não concordo que haja uma rebelião", disse a presidente.

Nesta semana, o Senado aprovou a medida provisória enviada pelo governo que mantém até 2019 a atual base de cálculo para o reajuste do salário mínimo. Os senadores, entretanto, aprovaram também a inclusão no texto de proposta que estende o reajuste aos beneficios previdenciários, o que o governo não queria, sob a argumentação de que a medida pode resultar em R$ 9,2 bilhões a mais de gastos para a Previdência.

Na última segunda (6), o vice-presidente Michel Temer, responsável pela interlocução do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, negou que havia crise política e afirmou que a presidente Dilma tem apoio da base aliada na Câmara e no Senado.

Superávit
Em Milão, a presidente foi questionada sobre se o governo revisará a meta de superávit primário (economia feita para pagar os juros da dívida pública) prevista para este ano. Nesta semana, o relator do Orçamento no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), propôs reduzir a meta de 1,13% do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,4%.

"O nosso objetivo é manter a meta. Nós queremos manter a meta, é isso que nós queremos. [...] A nossa decisão é manter a meta. Agora, a gente avalia sempre, e vamos fazer todos os esforços para manter a meta", declarou Dilma na Itália.