O presidente da Fiems, Sérgio Longen, participou, nesta terça-feira (11), no Escritório da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em São Paulo/SP, de reunião com o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes e alinhou a visita dele a Mato Grosso do Sul, nos próximos dias, para falar sobre governança e gestão pública no Estado.
“A ideia é ampliar o debate sobre uma gestão mais moderna, dentro da ótica da legalidade e dos limites de cada município e do Estado. Estamos construindo essa proposta para depois consultarmos e alinharmos com os prefeitos e o Governo do Estado. O ministro Augusto Nardes comprometeu-se comigo a participar dessa reunião em Mato Grosso do Sul e, nos próximos dias, vou até Brasília estruturar essa agenda”, declarou Sérgio Longen.
Conforme o presidente da Fiems, é muito importante construir um plano de trabalho que seja discutido com os poderes e que deixem as ações alinhadas. “O TCU dá as orientações e os caminhos, portanto é necessário ter um planejamento desse trabalho. Os poderes devem conhecer a fundo essas orientações, porque isso reflete em melhor gestão e consequentemente, as coisas melhoram para o setor público, privado e para a população”, explicou.
Reunião
Durante a reunião realizada nesta terça-feira no Escritório da CNI em São Paulo, o ministro Augusto Nardes apresentou aos empresários dados das gestões dos governos federal, estaduais e municipais. “As informações são alarmantes e mostram que o país, os governos estaduais e os municípios gastam mais do que arrecadam. Isso é descontrole de conta pública, coisa que o Sistema Indústria combate faz muito tempo porque isso afeta diretamente a produção e a competitividade dos produtos brasileiros”, afirmou Longen.
O ministro reforçou ainda a preocupação do TCU em relação à gestão pública. “Há uma preocupação muito grande e, de certa forma, o TCU tem ampliado o debate para que os Estados consigam melhorar a gestão e a governança aplicando critérios de iniciativa privada nessas ações”, declarou o presidente da Fiems, pontuando ainda que hoje muitos dos atuais gestores públicos estão trabalhado na contramão daquilo que é necessário para dar estabilidade às contas públicas.