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Suspeito tenta matar imigrante mas arma falha

18 de agosto 2015 - 17h55 Por Do G1/Douranews
Suspeito tenta matar imigrante mas arma falha

Imagens feitas por uma câmera de segurança numa rua da favela Cesar Maia, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, e divulgadas nesta terça-feira (18) no RJTV mostram o momento em que dois integrantes da quadrilha de falsificadores de passaportes brasileiros matam um imigrante ilegal dominicano e ferem um argentino.  A quadrilha é da Cidade de Deus, na Zona Oeste.

Os imigrantes tinham procurado a quadrilha em busca de passaportes falsos. O vídeo mostra primeiro pessoas correndo por causa de disparos de tiros. O dominicano identificado como Júnior Acosta morreu no local. As imagens mostram também o momento em que outro estrangeiro, um argentino, tenta fugir e leva um tiro na perna. O suspeito ainda tenta atirar na cabeça do argentino, mas a arma falha. Ele vai embora na garupa de uma moto que dava cobertura ao crime, enquanto o estrangeiro consegue escapar e é levado para um hospital. Mas foge da unidade hospitalar assim que a mulher dele chega ao local.

O dominicano, segundo a polícia, estava com um documento com o nome do filho de da mulher que é apontada como a líder da quadrilha: Maria Célia de Assis. Ela e a filha Gisele Irinéia da Silva foram presas por homicídio qualificado na operação desta terça-feira.

A polícia diz que a quadrilha levou dos dois US$ 6 mil — cerca de R$ 15,5 mil — pelos documentos falsos. Os suspeitos que mataram Acosta foram identificados pela corproação como: Douglas de Carvalho da Costa, que aparece atirando nas imagens, e Edmilson Vilas Boas de Abreu, que dirigia a moto, no momento do crime. Os dois estão foragidos.

Segundo o delegado Daniel Rosa, da DH, o que começou a levantar suspeitas da polícia foi o fato de Célia ter ido à delegacia pedir os documentos e pertences do dominicano. Ela tentou se identificar como irmã da vítima.

"Ainda vamos investigar o que os imigrantes iam fazer com esses passaportes. As suspeitas presas ainda não prestaram depoimento. Mas vamos ouvi-las e aprofundar as investigações", disse Rosa, acrescentando que o dominicano era empresário e que não tem informações sobre o argentino que fugiu.