O portal Congresso em Foco atualizou no final de semana a lista com parlamentares eleitos pela legislatura iniciada em 1º fevereiro, envolvidos em acusações criminais, e relacionou mais de 130 deputados que no dia 19 de agosto ainda respondiam a inquéritos ou ações penais no STF (Supremo Tribunal Federal). Isso significa que cerca de 26% dos deputados são suspeitos de participação em crimes.
De Mato Grosso do Sul, são relacionados os deputados federais Geraldo Resende (PMDB), Luis Henrique Mandetta (DEM) e Vander Loubet (PT).
No Senado, o índice já se aproxima de 40% [a senadora Simone Tebet, do PMDB/MS, está na lista] e a explicação é de que o Supremo – foro exclusivo para julgamento de conduta criminosa de senadores e deputados federais – não tenha recebido ainda todos os processos que tramitavam nos estados contra parlamentares que estrearam no Congresso neste ano.
Há ainda o fato de que o tempo acumulado por alguns deputados na atividade política não foi suficiente para a identificação de eventuais ilícitos por parte de um sistema “flagrantemente ineficaz tanto para denunciar quanto para julgar políticos pegos com a mão na botija”, como define o portal.