A vice-governadora Rose Modesto (PSDB) negou a existência de esquema entre vereadores e empresários para cassar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Na época em que a Câmara apreciou a cassação, em março do ano passado, Rose era vereadora e votou favorável pela perda do mandato. A tucana diz que o episódio ficou no passado e, hoje, está focada em, junto com o prefeito, em sanar os problemas da cidade.
“Falo por mim, que nunca estive com nenhum empresário. Uma situação como esta (cassar um prefeito) precisa de respaldo técnico, e isso que fui buscar. A Comissão Processante teve parecer do Ministério Público, do Tribunal de Contas e disse tudo isso na hora de declarar o meu voto. Minha decisão jamais foi política, foi extremamente técnica”, disse Rose, lembrando, ainda, “que foram encontrados nove crimes” contra Bernal, “um deles, o da merenda, o próprio Ministério Público Federal já o condenou”, acrescenta.
Segundo o órgão, Bernal fraudou licitação para aquisição e distribuição de merenda escolar a 34 Centros de Educação Infantil (Ceinfs) e 94 escolas da rede municipal na primeira fase de sua administração, o que também foi investigado pelos vereadores.
O nome da atual vice-governadora está circulando, pelas redes sociais, em uma ‘tabela’ de preços que teriam sido pagos aos políticos, envolvidos na época com a cassação de Bernal, para o desfecho político da capital doestado. Rose teria recebido R$ 7 milhões a título de apoio para a campanha do futuro candidato ao Governo, o eleito Reinaldo Azambuja.