Após três horas de depoimento na sede do Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado), organismo do MPE (Ministério Público Estadual), na manhã desta sexta-feira (11), o ex-governador André Puccinelli (PMDB) ressaltou que foi ouvido na condição de testemunha e que se dispôs a apresentar a apresentar dados fiscais e bancários desde o ano de 1997.
"Fui ouvido na condição de testemunha e a sugestão é que eu não fale nada das declarações para não atrapalhar as investigações. Da minha parte não houve compra de votos e me dispus a abrir todo o sigilo fiscal e bancário desde 1997, além da minha declaração anual de produtor, desde aquela data até os dias de hoje", comentou o ex-governador de Mato Grosso do Sul.
Segundo Puccinelli, houve uma expectativa com relação a Gilmar Olarte (PP). "Esperávamos que ele fosse melhor, não pior como o que ocorreu. Mas não vou infringir a sugestão que me foi dada e falar a respeito. Apenas digo mais uma vez que Bernal foi o meu melhor cabo eleitoral", afirmou.
Cassação
Bernal teve o mandato cassado em março de 2014. No lugar dele assumiu o então vice-prefeito, Gilmar Olarte (PP), que deixou o cargo após o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinar o retorno do prefeito eleito, no fim de agosto.
Coffee Break
Diversas pessoas já foram ouvidas pelo Gaeco, entre elas, vereadores, ex-vereadores e empresários. As oitivas fazem parte da Operação ‘Coffee Break’ que investiga corrupção ativa e passiva na cassação de Bernal.
Nove vereadores são investigados. Eles e mais oito pessoas, incluindo o ex-prefeito Gilmar Olarte (PP), tiveram os celulares apreendidos para serem periciados.
O presidente da Câmara de Vereadores da capital sul-mato-grossense, Mario Cesar (PMDB), e Gilmar Olarte foram afastados dos cargos por determinação judicial. Horas depois, o TJ julgou procedente o pedido de retorno de Bernal.