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Murilo culpa Governo Federal por omissão com índios

17 de setembro 2015 - 21h16 Por Redação Douranews
Murilo culpa Governo Federal por omissão com índios

O prefeito Murilo Zauith (PSB) responsabilizou o Governo Federal pela ausência de ações públicas para melhorar a vida da comunidade indígena em Dourados, ao abrir, na manhã desta quinta-feira (17), evento sobre os direitos da população infanto-juvenil indígena na cidade. Murilo chamou a atenção do Governo federal para que tenha um olhar diferente sobre a população indígena de Dourados.

“Brasília precisa ter um olhar diferente, pois aqui existe uma integração entre a população da cidade e da aldeia; aqui temos praticamente aldeias urbanas”, afirmou.

O encontro destinado aos magistrados da 2ª Circunscrição Judiciária (Dourados, Caarapó, Itaporã, Fátima do Sul, Glória de Dourados e Deodápolis), para os promotores de Justiça, defensores públicos, delegados, equipe psicossocial, representantes indígenas e da Funai e acadêmicos, foi realizado no anfiteatro da Unigran pelo TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) com a parceria da Unigran e da Prefeitura de Dourados.

Murilo lembrou que a Reserva Indígena de Dourados, formada pelas aldeias Jaguapiru e Bororó, abriga 14 mil habitantes, sendo a maior do país. “Nossos indígenas são integrados socialmente e economicamente com a sociedade douradense; eles trabalham, estudam e cursam faculdade”, explicou.

Para o prefeito, uma das grandes frustrações que vai levar quando deixar a Prefeitura é de não conseguir instalar os Ceims (Centro de Educação Infantil) nas aldeias de Dourados. “Brasília não autoriza, já que considera que a mulher indígena tem que cuidar dos filhos. Já tentamos convence-los de que a mulher indígena é diferente, que hoje ela trabalha na cidade e estuda, como qualquer outra mulher”, ressaltou.

O prefeito lembrou a conquista de ter levado um Ceim para um distrito de Dourados, o de Vila Vargas. “Demos esse passa importante, mas com relação a educação infantil nas aldeias essa é uma grande frustração que vou levar comigo”, ressaltou.

Para o desembargador Eduardo Machado Rocha, as questões indígenas são históricas, desde o descobrimento do Brasil e não existe como a Justiça se omitir. “Não podemos desdenhar os direitos das crianças e adolescentes indígenas”, disse.