Preso nesta segunda-feira (21) na nova fase da Operação Lava Jato, um dos donos da empreiteira Engevix, José Antunes Sobrinho, foi responsável por doações vultuosas a Delcídio do Amaral (PT) durante campanha eleitoral e, inclusive, empregou o petista. O senador atuou como primeiro superintendente da Usina de Tucuruí, no Pará, construída pela empreiteira envolvida no esquema de desvio de dinheiro da Petrobrás.
A construção da Usina de Tucuruí foi um dos grandes projetos tocados pela empreiteira de José Antunes, o Turco. A construção começou nos anos 70 e só foi finalizada em 1984. O valor total da obra ultrapassou os 8 bilhões de dólares.
Delcídio fez parte do quadro de funcionários da Usina, com ligação aos mandatários da empreiteira Engevix, quando atuou na supervisão da construção e montagem da usina, nos anos 1990, conforme recorda reportagem do jornal Correio do Estado.
Além de ter ligação com a usina, o senador também tinha relações estreitas com o executivo Antunes Sobrinho, o preso desta etapa da operação Lava Jato. Os dois foram flagrados por diversas vezes juntos em eventos sociais, conforme o jornal. Na campanha de 2006 ao Governo de Mato Grosso do Sul, o Turco, em nome da Engevix, fez doação de R$ 200 mil a Delcídio.
Sobrinho é investigado por ter pago R$ 140 milhões de propina da empresa para a Eletronuclear. Antunes foi preso em casa, em Florianópolis. O executivo já é réu da Lava Jato e responde pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ele foi condenado na mesma ação que envolve o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.