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Parte da bancada do PMDB é contra cargos em ministério

01 de outubro 2015 - 21h23 Por Do G1/Douranews
Parte da bancada do PMDB é contra cargos em ministério

Um grupo de 22 deputados do PMDB anunciou nesta quinta-feira (1º) um manifesto contra o que chamam de “toma-lá-dá-cá” na reforma ministerial comandada pela presidente Dilma Rousseff. Os parlamentares, que representam um terço da bancada na Câmara, dizem ser contrários à decisão do partido de assumir ministérios. Atualmente a bancada do partido na Casa conta com 66 deputados.

"Estamos manifestando insatisfação com esse processo da reforma ministerial. Não é possível que ainda tenha espaço para esse fisiologismo escancarado, esse 'toma-lá-dá-cá'. Estamos vendo nessa reforma uma tentativa da presidente de diminuir as pressões ao seu mandato", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), líder do movimento.

Para atender à demanda do vice-presidente Michel Temer e da liderança do PMDB na Câmara, Dilma pretende ampliar o espaço do partido no governo, entregando sete ministérios na reforma administrativa – atualmente a legenda comanda seis pastas. O documento divulgado pelos 22 deputados acusa o governo de fazer um "leilão" de cargos em busca de apoio no Congresso Nacional.

"O governo, sem apontar um caminho claro, rende-se a um jogo político pautado pela pressão por cargos, num leilão sem qualquer respaldo em projetos ou propostas, sem conseguir apontar um horizonte de esperança para o povo brasileiro", diz o manifesto.

Os parlamentares afirmam ainda que não possuem qualquer compromisso com o governo em relação às votações em plenário. 

"Nosso posicionamento em plenário não dependerá desse tipo de barganha por cargos. Temos um só compromisso, que é com a nossa consciência, com o Brasil, respeitando a vontade da população, expressa mais de uma vez nas pesquisas e nas ruas do nosso país", afirma o documento.

Divergências
A decisão de Dilma de oferecer sete ministérios ao PMDB ocorreu após divergências nas indicações do vice-presidente Michael Temer e da bancada do partido na Câmara. Temer queria emplacar a manutenção de Eliseu Padilha, atual ministro da Aviação Civil, enquanto deputados peemedebistas exigem a nomeação de outros dois nomes indicados pela bancada.

Além disso, Dilma prometeu nomear dois indicados do Senado e manter Henrique Eduardo Alves – atual ministro do Turismo –, e Helder Barbalho (Secretaria da Pesca), filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), na equipe ministerial, o que totalizaria sete ministérios e não seis, como inicialmente pretendia dar ao PMDB.