O empreiteiro João Alberto Krampe Amorim dos Santos deixou, no fim da noite desta sexta-feira (2), a sede do Garras (a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), em Campo Grande, depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deferiu o pedido de habeas corpus feito pelo escritório do advogado paulista AlbertoThoron.
Amorim estava preso desde quinta-feira (1), quando se entregou após a Justiça decretar a prisão temporária dele. O empreiteiro é suspeito de comandar suposto esquema de compra de votos que cassou o mandato do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014.
Além de Amorim, o prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), também teve a prisão temporária decretada no mesmo dia e se entregou na madrugada de sexta na 3ª Delegacia de Polícia. No fim da tarde, o pepista foi transferido para o quartel da Polícia Militar e, em seguida, para o batalhão do PME (Presídio Militar Estadual).
Olarte não poderia permanecer da sede da PM porque a cela existente no quartel foi desativada e não possui estrutura adequada. A decisão de transferir o prefeito para o presídio foi do desembargador Luiz Carlos Bonassini, do TJMS.