A assessoria do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), que o acompanhou na visita a Dourados neste sábado (3), cuidou de fazer chegar aos órgãos de imprensa da cidade, ainda pela manhã, a versão dele para a ação proposta pelo MPE (Ministério Público Estadual), que voltou a pedir o afastamento do prefeito, desta vez alegando improbidade administrativa no exercício do cargo, logo que foi eleito em 2012, na contratação de uma empresa de limpeza.
“O prefeito Alcides Bernal esclarece que é um fato já anteriormente julgado improcedente pela justiça e que recebe esta situação reeditada pelo MPE com tranquilidade”, diz a nota distribuída assim que ele chegou na Câmara de Dourados para abonar a ficha de filiação do descendente de pioneiros na cidade, Wanderlei Carneiro, apontado como pré-candidato a prefeito do partido nas eleições de 2016.
A nota da assessoria de Bernal diz que improbidade administrativa se configura em três situações: prejuízo ao erário público, ação com dolo e enriquecimento ilícito e que neste caso não há nenhuma destas situações, ao contrário, a contratação emergencial da empresa Megaserv “trouxe economia para os cofres públicos e resolveu uma grave situação que se instalava na cidade, que era a limpeza das unidades de saúde”.
“Vale lembrar que na época em que o prefeito Alcides Bernal assumiu a prefeitura, a empresa Total havia vencido uma licitação em que os serviços prestados aumentavam abusivamente de R$ 7 milhões para R$ 11 milhões e que a administração Bernal não aceitou tal aumento, pois foram constatadas irregularidade por meio de auditoria. Desta forma, o contrato foi rescindido a pedido da Total e uma nova licitação, de emergência, foi realizada, com ampla oportunidade de participação das empresas, quando a Megaserv saiu vencedora do certame pelo valor de cerca de R$ 4 milhões, válido por seis meses”, explicou.