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Política

De Leve: O PT chegou ao fim da linha

13 de outubro 2015 - 14h07 Por Redação Douranews
De Leve:  O PT chegou ao fim da linha

Manoel-Afonso copy “Quando a corrupção envolve alguém do meu partido, Bonner, eu prefiro não falar nada”. A frase da presidente Dilma sintetiza tudo.

“A questão não é que o PT não enxerga a solução, é que o PT não vê problema”. Essa definição do saudoso Joelmir Betting é emblemática.

Durante os anos em que estava na oposição, o PT propagou que tinha o monopólio da ética, passando a falsa a imagem do partido preocupado em promover as reformas que as demais siglas e governos não fizeram.

No poder, o que se viu foi a total complacência com os desvios éticos e um PT cheio de contradições; rancoroso, prepotente e excludente inclusive. O partido que se dizia ser dos trabalhadores, é hoje o partido dos banqueiros e da privilegiada indústria automobilística.

O discurso com verniz populista do pobre contra o rico, do explorado versus o explorador, tinha o objetivo de dividir o país para se perpetuar no poder através da ditadura partidária. O marketing dos governos Lula e Dilma lembra bem o que foi feito nos governos totalitários da Rússia de Stalin, Itália de Mussolini e Argentina de Perón.

Aqui – de certa forma – obtiveram êxito graças a oposição sacana, dividida e uma formidável rede de corrupção desnudada a partir do processo do Mensalão. Bastou  distribuir ‘pixulecos’ para se manter a máquina petista em funcionamento.

Para piorar, o projeto de poder nacional prejudicou os Estados que se tornaram reféns do Executivo. Os equívocos da política econômica sucatearam a indústria nacional, sem armas para concorrer com os produtos importados. Apesar de contar com a maioria no Congresso, o Governo não promoveu as reformas de base (política, econômica e fiscal) que foram exaustivamente prometidas nas suas campanhas.

Ainda no início do segundo mandato, com as prisões de petistas e tantas denúncias de corrupção, a presidente Dilma perdeu o discurso da ética, foge aos debates dos temas que afligem a nação, motivando piadas nas redes sociais e na mídia não comprometida. A inflação dispara, o PIB decepciona, o desemprego cresce e 2016 preocupa. Até os programas populares ‘Pronatec’ e ‘Farmácia Popular’ sofrendo cortes.

Para piorar, o fantasma do impeachment vai se corporificando e se tornando indefensável. Aí é perfeitamente justificável a frase que se viu nas passeatas:

“Estamos demitindo o PT por justa causa. ROUBO!”

De leve...