Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
14°C
Política

Conselho de Ética contra Eduardo Cunha é acionado pelo PSOL e Rede

14 de outubro 2015 - 11h50 Por Do G1/Douranews
Conselho de Ética contra Eduardo Cunha é acionado pelo PSOL e Rede

O PSOL e a Rede entraram nesta terça-feira (13) com uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por suposta quebra de decoro parlamentar.

Até o momento em que a representação foi protocolada, 46 deputados tinham assinado o documento: 32 do PT; 5 do PSOL; 3 do PSB; 2 do PROS; 1 da Rede; 1 do PPS; 1 do PMDB; e 1 deputado sem partido. Esse número, porém, ainda não é o final porque outros parlamentares subscreveram a representação depois.

A representação está fundamentada no documento enviado na semana passada ao PSOL pela Procuradoria Geral da República (PGR), após um pedido formal do partido, confirmando que Cunha mantém contas bancárias secretas na Suíça.

Com base nas respostas do procurador-geral, Rodrigo Janot, o PSOL entende que Cunha mentiu em depoimento à CPI da Petrobras, em março, quando negou que tivesse contas no exterior.

A representação do PSOL levará à abertura de investigação para apurar supostas irregularidades cometidas por Cunha. Entre as punições previstas há desde advertência verbal até cassação do mandato.

Na declaração enviada à Justiça Eleitoral em 2014, Cunha também não informou ter contas no exterior, apenas uma no Banco Itaú. Cunha tem se negado a comentar o assunto, mas, em nota, reiterou o teor do depoimento prestado à CPI.

Ele é investigado na Operação Lava Jato e, em agosto, foi denunciado pela Procuradoria no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de que teria se beneficiado do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Confirmação
No documento enviado ao PSOL, a Procuradoria não deu detelhes sobre as investigações, mas respondeu afirmativamente à pergunta sobre a existência de contas de Cunha e familiares na Suíça e sobre se estas contas tinham sido bloqueadas.

Em relação às conclusões das investigações conduzidas pelas autoridades suíças, a Procuradoria respondeu que dizem respeito a crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.

Questionado sobre a representação na semana passada, Cunha disse que fará a sua defesa "na hora que tiver que responder", acrescentando não estar preocupado. Ele tem se negado a confirmar se tem ou não contas bancárias na Suíça.