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Gaeco constata que 'ação criminosa' cassou Bernal em março

05 de dezembro 2015 - 11h19 Por Redação Douranews
Gaeco constata que 'ação criminosa' cassou Bernal em março

Políticos e empresários poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de associação criminosa, na Justiça de Mato Grosso do Sul, por formarem esquema que resultou na cassação do mandato do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

O relatório foi apresentado nesta sexta-feira (4) e, de acordo com o coordenador Gaeco (o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, cabe ao procurador-geral de Justiça, Humberto de Matos Brittes, remeter a denúncia à Justiça.

“O relatório aponta indícios da prática de crime de corrupção passiva, por oito vereadores e um ex-vereador; aponta indícios de crime de corrupção ativa, por sete pessoas, dentre elas três vereadores e os outros são empresários. E tem três pessoas também, duas delas do ramo político e empresarial, que vão responder por associação criminosa”, explicou Oliveira.

O relatório tem 245 páginas e o procedimento da investigação tem aproximadamente 4.800 páginas, dividido em 24 volumes. Apenas um dos celulares apreendidos resultou em um documento com 40 mil páginas, segundo o Gaeco.

Segundo o promotor, foram identificadas movimentações financeiras e documentos. “Identificamos em alguns aparelhos de telefone celular remessas grandes de recursos, inclusive para contas no exterior; cópia de relatórios inclusive da operação Lava Jato e indicativos de atos de improbidade administrativa claros praticados por servidores públicos”, afirmou.

A partir desta sexta-feira, a Procuradoria-Geral de Justiça tem 15 dias para tomar providências. “São três possibilidades: oferecimento de denúncia, complementação de diligências [determinar que complemente ouvindo mais gente], ou pode determinar o arquivamento da investigação”, disse Oliveira ao G1/MS.