O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que em 2005 denunciou a existência do mensalão, poderá ter o restante da pena perdoada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em fevereiro de 2016. A defesa de Jefferson afirmou que fará o pedido ainda esta semana. Em 2012, ele foi condenado a sete anos e 14 dias de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas só foi preso em fevereiro de 2014, e hoje cumpre pena em regime aberto no Rio de Janeiro.
Segundo a advogada Ilcelene Bottari, o pedido de perdão da pena de Jefferson deverá ser feito primeiro à Vara de Execuções Penais do Rio, que retoma os trabalhos no início de janeiro. A ideia, segundo ela, é já deixar o pedido pronto para ser enviado ao ministro Luís Roberto Barroso, relator do mensalão no Supremo, que só volta às atividades em fevereiro. A expectativa da defesa é que a Corte julgue o pedido em seguida.
O pedido será feito com base no indulto de Natal, instrumento previsto na Constituição. Todo ano, nos meses de dezembro, o presidente da República edita um decreto em que concede o indulto, que consiste num perdão das penas para grupos específicos de presos. Jefferson foi deputado federal e presidente nacional do PTB à época em que denunciou esquema de propina envolvendo os Correios e desencadeou o processo do mensalão.