Audiência realizada devido ao processo contra Gilmar Olarte — Álvaro Rezende
A governadora em exercício Rose Modesto (PSDB) não deverá mais testemunhar no processo em que Gilmar Olarte (PP) e outros servidores afastados da Prefeitura são acusados de negociarem cheques de terceiros com agiotas em troca de promessas de cargos. Isso porque a defesa do prefeito afastado enviou ofício para o relator da ação solicitando a substituição dela por outro depoente.
Conforme a defesa, a desistência do testemunho da governadora é "para evitar mais delongas e eventuais redesignações, como já o foi feito por duas vezes". Em substituição a governadora foi indicado Paulo César Feitosa de Lima, irmão de Ronan Edson Feitosa de Lima que também é investigado no processo.
A ação passou a tramitar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul em fevereiro do ano passado e refere-se a corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Na denúncia consta que Olarte, em parceria com Ronan Edson Feitosa de Lima, ex-servidor comissionado da prefeitura, Luiz Márcio Feliciano, militar aposentado, ligado a Olarte, emprestavam cheques de colegas e descontavam com agiotas.