Uma eventual reviravolta em julgamento do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) poderá trocar de mãos o destino da administração de Campo Grande. A 1ª Câmara Cível do Tribunal vai julgar, na semana pós-carnaval, os embargos declaratórios com efeitos infringentes da Câmara Municipal em defesa do processo de cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP), que retornou ao cargo em 25 de agosto de 2015, por decisão de dois desembargadores contra um. Eles confirmaram a liminar concedida em 15 de maio de 2014 maio pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.
Com o afastamento do então vice e prefeito efetivado pela Câmara, Gilmar Olarte (PP), por decisão do desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva, a virtual retirada de Bernal do poder fará o vereador João Rocha (PSDB) assumir o cargo de prefeito. Ele é o atual presidente do Poder Legislativo municipal, o primeiro da linha sucessória com Campo Grande e poderá ser o terceiro prefeito em quase 4 anos. O que a cidade tem hoje é dois prefeitos: um cassado e outro afastado.
Em razão da insegurança jurídica e política que agravou ainda mais a crise administrativa e provocou caos em Campo Grande, é provável que tanto Bernal quanto Olarte não voltem mais o cargo até a eleição do novo prefeito. João Rocha teria menos de um ano para reorganizar a administração municipal, com apoio do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Na semana que passou, o empresário João Amorim, pivô do movimento pela cassação de Bernal, foi visto entrando na residência de João Rocha.