O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta terça-feira (1) o pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para adiar o julgamento da denúncia contra ele pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em inquérito da Operação Lava Jato.
Advogados de Cunha apresentaram segunda-feira (29) um pedido para que o plenário da Corte decidisse sobre dois pedidos da defesa, em "sessão própria e prévia". Caso tivesse sido acatado pelo STF, o pedido levaria ao adiamento da sessão do plenário que vai decidir se aceita ou não a abertura de ação penal contra Cunha dentro da Lava Jato.
Na semana passada, o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, colocou a acusação como primeiro item da pauta desta quarta-feira (2), conforme publica o G1.
Na decisão, o ministro afirma que o julgamento foi marcado para esta quarta seguindo as regras do regimento interno do Supremo e que o inquérito contra Cunha "tem recebido atento e constante acompanhamento dos competentes representantes do acusado".
Zavascki esclareceu que os recursos dos advogados que questionavam mais prazo para a defesa serão julgados nesta quarta, no mesmo dia da análise da denúncia, e por isso, o julgamento não se justifica.
"A matéria objeto dos agravos regimentais, renovada na resposta à acusação, será examinada juntamente com o juízo de recebimento da denúncia, não justificando o adiamento requerido", afirma.