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Jornalistas são hostilizados durante operação Lava Jato

06 de março 2016 - 20h30 Por Redação Douranews
Jornalistas são hostilizados durante operação Lava Jato

Pelo menos oito jornalistas foram agredidos ou hostilizados por manifestantes enquanto cobriam a 24ª fase da operação Lava Jato da Polícia Federal, na sexta-feira (4), em São Paulo e na cidade de São Bernardo do Campo.

De acordo com nota da Abraiji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), o repórter Juliano Dip, da TV Bandeirantes, e o cinegrafista que o acompanhava, foram empurrados em frente ao prédio em que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva mora, em São Bernardo. A câmera do profissional foi quebrada e a equipe saiu escoltada pela Polícia Militar.

No mesmo local, a repórter da TV Globo Bruna Vieira foi agredida verbalmente. Na capital paulista, Renato Biazzi e David Irikura (TV Globo) foram empurrados no aeroporto de Congonhas, onde Lula prestou depoimento pela manhã.

Na sede do PT, região central da cidade, o carro em que estava a equipe do repórter André Azeredo (TV Globo) foi recebida a chutes e Mayara Teixeira, do Globo Repórter, teve a câmera arrancada das mãos e quebrada. O motolink Tiago Guerreiro, também da Globo, foi impedido por militantes de entrar para acompanhar a declaração de Lula sobre a operação.

A nota da Abraji repudia as agressões de manifestantes contra os jornalistas e exige que os responsáveis sejam identificados e punidos. “Profissionais da imprensa nas ruas cumprem o dever de informar a sociedade e devem ser respeitados. Agredi-los e dificultar este trabalho são formas de agir contra a democracia”, destaca a entidade.