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João Paulo Cunha consegue perdão de pena no mensalão

10 de março 2016 - 19h10 Por Redação Douranews
João Paulo Cunha consegue perdão de pena no mensalão

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu nesta quinta-feira (10) o indulto (perdão da pena) ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), pela condenação no julgamento do mensalão do PT.

Condenado a 6 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva e peculato, João Paulo cumpria pena, atualmente, em regime aberto, com autorização para trabalhar durante o dia. Contando os dias de trabalho e estudo, que diminuem a pena, ele já cumpriu 1 ano e 10 meses da punição.

A defesa de João Paulo Cunha pediu ao Supremo o perdão da pena com base em decreto da presidente Dilma Rousseff de dezembro do ano passado que concede o indulto de Natal a presos de todo o país no regime aberto que já tenham cumprido um quarto da pena e que não tenham faltas graves.

Quem obtém o indulto fica livre de cumprir o restante da pena, ficando liberado de compromissos como, por exemplo, o comparecimento periódico na Justiça.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia apresentado parecer favorável à concessão do perdão da pena no início de fevereiro. No parecer, Janot destacou que a regra "é idêntica aos decretos presidenciais concessivos de indulto natalino editados em anos anteriores".

Outros condenados


Além de João Paulo, diversos outros condenados no mensalão pediram o perdão da pena. Até agora, apenas o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas conseguiram o benefício.

O ex-ministro José Dirceu, atualmente em prisão preventiva, teve o indulto negado por conta de suspeitas de que teria continuado a cometer crimes após condenado, a partir de investigações da Operação Lava Jato sobre o esquema de corrupção na Petrobras.

Com base na decisão desta quinta que perdoou João Paulo Cunha, o relator das execuções, Luís Roberto Barroso, poderá decidir sozinho sobre outros casos, conforme publica o G1.