O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) foi preso preventivamente na 28ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (12). A ação, batizada de "Vitória de Pirro", investiga a cobrança de propinas para evitar convocação de empreiteiros em comissões parlamentares de inquérito sobre a Petrobras. Gim era membro da CPI no Senado e vice-presidente da CPMI, da Câmara e do Senado.
O nome dele pareceu nas delações do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e do dono da UTC, Ricardo Pessoa. O MPF (Ministério Público Federal) diz que há evidências de que o ex-senador pediu R$ 5 milhões em propina para a empreiteira UTC Engenharia e R$ 350 mil para a OAS. As duas empresas são investigadas na Lava Jato.
A PF (Polícia Federal) cumpre 22 mandados judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Taguatinga e em Brasília. O objetivo é investigar irregularidades na CPI e na CPMI da Petrobras (2014 e 2015). São cumpridos 22 mandados judiciais, dois de prisão temporária, um de prisão preventiva, 14 de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva.
Além do ex-senador Gim Argello (PTB-DF), foram presos temporariamente Paulo Cesar Roxo Ramos, assessor de Gim, e Valério Neves Campos, secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal, e conduzidos coercitivamente Jorge Argello Júnior, filho do ex-senador Argello, Roberto Zardi Ferreira Jorge, Gustavo Nunes da Silva Rocha, Dilson de Cerqueira Paiva Filho e Marcos Paulo Ramalho.