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Veja o que ainda precisa acontecer para Dilma ser afastada

17 de abril 2016 - 11h40 Por Redação Douranews
Veja o que ainda precisa acontecer para Dilma ser afastada

Foram 42 horas e 50 minutos de debates, a mais longa sessão da história do Parlamento brasileiro, encerrada no meio da madrugada deste domingo (17) e já em seguida, em sessão marcada para começar às 14 horas, os deputados votam hoje para definir a abertura ou não do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Veja o que vai acontecer neste domingo:

- O relator do parecer, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), terá 25 minutos para falar.

- Em seguida, os líderes poderão falar entre 3 e 10 minutos, de acordo com o tamanho da bancada, além de mais um minuto para orientar as bancadas para a votação.

- Por volta das 15 horas deve começar a votação, que será nominal. Os deputados serão chamados um a um ao microfone para declarar o voto de “sim” ou “não” pela aprovação do parecer do relator do impeachment. Os deputados também podem se abster. A previsão é que cada deputado leve 30 segundos, em média, para votar.

- A ordem da votação alternará deputados do Norte e do Sul, começando pelo Norte. Dentro de cada estado, a chamada será por ordem alfabética.

- O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, poderá votar dentro da chamada dos deputados do Rio de Janeiro ou assim que todos os parlamentares da Casa tiverem se manifestado.

- Ao fim da chamada dos 513 deputados, será realizada uma segunda chamada para que os que estavam ausentes na primeira possam se manifestar.

- Para aprovar o parecer da comissão especial são necessários, no mínimo, 342 votos a favor do impeachment – equivalente a 2/3 dos deputados. Em caso de aprovação, a Câmara autoriza a continuidade do processo de afastamento de Dilma, que seguirá para o Senado, responsável por instaurar o processo e julgar a presidente.

- O afastamento da presidente do cargo só ocorre, porém, se o Senado, por maioria simples, instaurar o processo. Nesse caso, são até 180 dias de afastamento. Ela só é impedida, no entanto, se 2/3 dos senadores votarem a favor do impeachment em outra votação, presidida pelo presidente do STF.