O presidente do Peru, Ollanta Humala, prestou depoimento nesta segunda-feira (18) ao Ministério Público do país sobre seu suposto vínculo com o escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato no Brasil e anotações nas agendas da esposa, Nadine Heredia, que poderiam configurar lavagem de dinheiro.
Humala foi interrogado no palácio de governo por mais de 12 horas. O MP peruano investiga anotações de Heredia, que atualmente preside o Partido Nacionalista, e supostas contribuições financeiras para o governo.
Uma comissão parlamentar também está investigando o caso e decidiu pela quebra do sigilo bancário de 432 pessoas físicas e jurídicas, entre elas Nadine Heredia, os ex-presidentes Alan García e Alejandro Toledo e o ex-ministro e candidato presidencial Pedro Pablo Kuczynski.
Em março, a esposa de Humala declarou à comissão investigadora do Congresso que acompanhou o presidente em reuniões com empresários quando ele era candidato, "mas isso não significou nenhum tipo de contribuição econômica nem alguma especificação sobre projetos".