O Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai avaliar, na próxima sessão plenária, as declarações do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que enalteceu o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra em seu voto, na sessão que aceitou a admissibilidade do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.
Ao citar Ustra, Bolsonaro protagonizou o mais nefasto dos votos na sessão do impeachment, como afirmou domingo (17) o blog de Matheus Leitão, no portal G1. A sessão do Conselho Federal está marcada para meados de maio.
Ainda nesta quarta-feira (20), a Ordem deverá divulgar nota na qual dirá que repudia de forma veemente as declarações por "clara apologia a um crime ao enaltecer a figura de um notório torturador”.
Para o presidente da OAB, Claudio Lamachia, "não é aceitável que figuras públicas, no exercício de um poder delegado pelo povo, se utilizem da imunidade parlamentar para fazer esse tipo de manifestação num claro desrespeito aos Direitos Humanos e ao Estado Democrático de Direito".