Em discursos na tribuna do Senado, dois vice-líderes do governo, Hélio José (PMDB-DF) e Wellington Fagundes (PR-MT), afirmaram nesta sexta-feira (22) que votarão a favor da instauração do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que resultaria no afastamento da petista por 180 dias, até o julgamento final do caso.
Na segunda-feira (25), serão eleitos os membros da comissão especial que dará parecer pela admissibilidade ou não do processo. O parecer será votado no colegiado e depois seguirá para o plenário.
A instauração do processo de impeachment depende dos votos de 41 dos 81 senadores. Se aprovada, Dilma terá que se afastar temporariamente da Presidência e o vice-presidente Michel Temer assumirá o posto.
Em discurso no plenário, o deputado Hélio José disse considerar "normal" que o Senado mantenha a decisão da Câmara, já que o envio do processo ao Senado foi aprovado por 367 dos 513 deputados. "A questão da admissibilidade do processo e, consequentemente, a questão de o presidente nacional do nosso partido, Temer, assumir por 180 dias é, praticamente, na minha visão, normal nessa circunstância", disse.
O senador Wellington Fagundes também afirmou que daria voto a favor da admissibilidade e cobrou pressa no andamento das investigações no Senado. “Provavelmente, vamos instalar a comissão na segunda-feira, o relator deve fazer o seu relatório dentro de, no máximo, uma semana, e nós temos pressa, porque esse processo não pode ficar perdurando, e a população na incerteza. O cidadão que está lá desempregado quer uma solução para este país", discursou.
Os dois vice-líderes destacaram, porém, que não estão antecipando o posicionamento quanto ao julgamento final do processo de impeachment, que só ocorrerá se a admissibilidade for aprovada. Eventual decisão pela destituição do mandato só pode ser tomada com os votos de 54 dos 81 senadores. Com informações do G1