A sessão para votação da comissão de impeachment no Senado começou com um pedido para que os processos de impedimento da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer fossem analisados conjuntamente pelo Senado. O pedido foi formulado pelo senador João Capiberibe (PSB-AP) que apresentou uma questão de ordem, em nome de sete senadores, sobre o caso.
Segundo o senador, como há conexão entre as infrações de presidente e vice, elas devem ser analisadas em um só processo. Antes de encerrar a sessão que aprovou a comissão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), rejeitou o pedido.
No dia 5, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, determinou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dê seguimento a um processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer na Câmara e forme uma comissão especial para tratar do caso.
Segundo o pedido, Temer também teria cometido crime de responsabilidade ao assinar quatro decretos de abertura de créditos suplementares sem aval do Congresso Nacional de dotação orçamentária. Os decretos, assinados por Temer no ano passado quando estava no exercício da presidência, são similares aos apontados no pedido formulado pelos advogados Miguel Reale Jr, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal contra Dilma e acatado por Cunha no final do ano passado.