O governo vai entrar com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a anulação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que tramita no Congresso.
Essa é a última tentativa de barrar o processo antes da votação no Senado, marcada para esta quarta-feira (11). Se o plenário aprovar o afastamento da presidente, quem assume é o vice Michel Temer.
A tese do novo recurso é que o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cometeu desvio de finalidade ao aceitar o pedido contra Dilma. Pela argumentação do governo, isso teria viciado o processo.
Os detalhes do recurso serão apresentados pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, em uma entrevista coletiva prevista para esta tarde, segundo publica o portal Terra.
Apesar da derradeira tentativa do governo, os ministros do STF têm dado sinais de que não estão dispostos a suspender a tramitação do impeachment, acrescenta a publicação.