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Reinaldo diz que quem desviou recursos tem que pagar

10 de maio 2016 - 21h20 Por Redação Douranews
Reinaldo diz que quem desviou recursos tem que pagar

O Brasil está sendo passado a limpo e não é diferente em Mato Grosso do Sul. Com essa afirmação, o governador tucano Reinaldo Azambuja avaliou a segunda fase da Operação Lama Asfáltica da PF (Polícia Federal) deflagrada nesta terça-feira (10) em Campo Grande e em outras cidades do Paraná e São Paulo. 28 mandados de busca e apreensão e 24 mandados de sequestro de bens de investigados foram cumpridos em Campo Grande e Rio Negro, Curitiba e Maringá (no Paraná) e Presidente Prudente e Tanabi (em São Paulo).

Batizada de ‘Fazendas de Lama’, a operação tem como alvo a gestão anterior do Governo de MS e é referente à aquisição de propriedades rurais com recursos públicos desviados de contratos de obras públicas, fraudes em licitações e recebimento de propinas, resultando também em crimes de lavagem de dinheiro.

“Lugar de corrupto é na cadeia. Isso está sendo feito no Brasil todo. Não faço nenhum julgamento de ninguém, mas aquele que cometeu desvio de recurso público, em qualquer nível, tem que pagar pelo erro e devolver os recursos para o erário público. Essa é a função da Justiça. Mais do que nunca precisamos fortalecer as instituições como Ministérios Públicos e Tribunais de Justiça para continuar as apurações em todos os níveis”, frisou Reinaldo.

Durante a primeira fase da operação, cujas investigações iniciaram em 2013, foi constatada a existência de um grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturaram obras contratadas com a administração pública.

Agora, após análise da Receita Federal e da CGU (Controladoria Geral da União) dos materiais apreendidos na primeira operação, foram revelados indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, inclusive decorrentes de desvio de recursos públicos federais e provenientes de corrupção passiva, com a utilização de mecanismos para ocultação de valores, como aquisição de bens em nome de terceiros e saques em espécie.

“Pelas informações que nós temos até agora, essa é uma extensão da Operação Lama Asfáltica. Então, os policiais federais voltaram à Secretaria de Obras do Governo para buscar alguns processos que são do ano de 2007 e 2008. Isso é extensão daquilo que já foi iniciado lá atrás. Isso precisa acontecer para o Brasil possa respirar um novo momento. Temos que mostrar que quem ousa desviar recursos público paga com prisão para que não venha acontecer de novo”, finalizou.