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Política

Ex-ministro de Dilma é investigado após delação de Delcidio

19 de maio 2016 - 21h51 Por Redação Douranews
Ex-ministro de Dilma é investigado após delação de Delcidio Edinho Silva foi ministro de Dilma e atuou como tesoureiro na campanha de 2014 — Foto: Divulgação

O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (19) que o pedido de investigação feito para apurar o suposto envolvimento do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Edinho Silva com irregularidades apontadas na Operação Lava Jato seja analisado pela Justiça Federal do Distrito Federal.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez o pedido com base na delação premiada do senador cassado Delcidio do Amaral (sem partido-MS). Janot queria apurar a suspeita da indicação de laboratórios farmacêuticos para pagamentos de despesas da campanha eleitoral de Delcidio, quando Edinho era tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, em 2014.

 Teori destacou que, como Edinho Silva não tem mais foro privilegiado por não ocupar mais o cargo de ministro de Estado, o caso não pode continuar em andamento no Supremo. "Ocorre, no entanto, que o ora investigado não mais se encontra investido no cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social, fato que suprime o foro por prerrogativa nesta Suprema Corte", diz o ministro na decisão.

O ministro Teori Zavascki esclareceu também que o caso não pode ser enviado para o juiz Sérgio Moro, de Curitiba, porque a apuração não tem relação com fraudes na Petrobras.

"Como visto, tais fatos não possuem relação de pertinência imediata com as demais investigações relacionadas às fraudes no âmbito da Petrobras, pois dizem respeito a suposta tentativa de repasse de propina ao ex-senador Delcidio do Amaral, agora colaborador, em operação que teria sido intermediada pelo então ministro da Secretaria de Comunicação Social, responsável pela indicação do laboratório farmacêutico EMS como fonte financiadora", disse Zavascki.

O ministro, que é relator da Lava Jato no STF, destacou que chama a atenção "o novo filão" de pagamento de propinas destacado por Delcidio do Amaral, envolvendo empresas do ramo farmacêutico.