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André, Nelsinho e Olarte são denunciados por cassar Bernal

01 de junho 2016 - 12h21 Por Redação Douranews
André, Nelsinho e Olarte são denunciados por cassar Bernal Ex-governador André Puccinelli aparece na lista de denunciados do MPE — Foto: Douranews/Arquivo

Dois anos depois do processo que levou à cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), 24 pessoas, entre políticos e empresários, foram denunciadas à Justiça. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul entregou a denúncia na tarde desta terça-feira (31), e todos os envolvidos negam as acusações.

Por associação criminosa, os que planejaram e organizaram o esquema para cassar Bernal, foram denunciados: o ex-governador André Puccinelli (PMDB), o ex-prefeito da capital sul-mato-grossense, Nelsinho Trad (PTB), o procurador jurídico da Câmara de Vereadores, André Scaff e os empresários Luiz Pedro Guimarães, Raimundo Nonato de Carvalho e Carlos Eduardo Naegele.

Além de associação criminosa, outro grupo foi denunciado também por corrupção ativa, pois ofereceu vantagens aos vereadores para votarem pela cassação. São eles: o prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), os empresários João Amorim e João Baird, o vereador Mario Cesar (PMDB), o empresário Fábio Portela Machinsky e os vereadores José Airton Saraiva (DEM) e Flávio César (PSDB).

Onze pessoas foram denunciadas por corrupção passiva, pois aceitaram as vantagens oferecidas: os vereadores Edil Albuquerque (PTB), Carlos Augusto Borges – o Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Eduardo Romero (Rede), Gilmar Nery de Souza (PRB), Jamal Salém (PR), João Rocha (PSDB), Otávio Trad (PTB), Paulo Siufi (PMDB) e Chocolate (PTB) e o ex-vereador Alceu Bueno.

O advogado de Puccinelli, René Siufi, não quis se pronunciar. Nelsinho Trad afirmou que está tranquilo, pois, segundo ele, a denúncia não tem fundamento. “Nem sequer fui ouvido. Não fui chamado durante o processo. Tenho absoluta convicção de que vou reverter a situação”, declarou Nelsinho. Nonato disse que não foi ouvido. O advogado de Naegele, Vladimir Lourenço, disse que o empresário só vai se manifestar no processo. André Scaff não atendeu às ligações.

A assessoria de Airton Saraiva informou que, no momento, o vereador prefere não se manifestar. Flávio César informou que não vai se pronunciar. O advogado de Edil, René Siufi, e advogado de Mario Cesar, Leonardo Saad, disseram que não tiveram acesso à denúncia. Fábio Portela não foi encontrado.

Carlão nega as acusações. Shimabukuro disse que não tem culpa. “Temos consciência de que a Comissão Processante foi válida e votamos de acordo com a Comissão Processante”, afirmou. Eduardo Romero garantiu que está tranquilo. “Sei das questões que me guiaram para o voto técnico, das nove denúncias, três fui eu quem fiz.” Jamal afirmou que vai provar a inocência dele. “Me causa estranheza, porque eu votei tecnicamente com minha consciência”.

João Rocha disse que, durante o procedimento, não foi chamado para depor. “Não tenho conhecimento do conteúdo, mas estou seguro do voto, porque foi substanciado pela CPI do Calote. Como pessoa pública vou tomar conhecimento e, posteriormente, prestar esclarecimentos”, afirmou, conforme a reportagem do portal G1.