Jarbas Passarinho (atrás dele, Romeu Tuma, Sarney e Nelson Jobim, entre outros), morreu em Brasília — Foto: Divulgação/G1/Adriano Machado
O ex-ministro, ex-senador e ex-governador do Pará Jarbas Passarinho morreu na manhã deste domingo (5) aos 96 anos, em Brasília, em decorrência de problemas de saúde devido à idade avançada, segundo nota divulgada pelo governo do Pará. O funeral dele acontece a partir das 13 horas locais no Oratório do Soldado, na capital federal, onde morava. O enterro está marcado para às 16 horas no Campo da Esperança.
Nascido em Xapuri, no Acre, em 1920, Jarbas Passarinho iniciou a trajetória política no Pará. Foi oficial do Exército e, na ditadura militar, assumiu em 1964 o governo do Pará, indicado pelo presidente Castelo Branco. Em 1966 deixou o governo do Pará e foi eleito senador pelo estado pela então Arena (a Aliança Renovadora Nacional). Durante o mandato, foi convidado por Costa e Silva para assumir, em 1967, o Ministério do Trabalho e Previdência Social.
Como ministro, durante a reunião que elaborou o AI 5 (o Ato Institucional nº 5), que deu amplos poderes para o regime militar, Jarbas Passarinho proferiu a frase que ficou marcada na história brasileira. “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos, todos os escrúpulos de consciência”, disse o ministro na ocasião.
Depois da ditadura militar, Jarbas Passarinho voltou ao Senado, Casa em que foi eleito presidente em 1981. O político foi ainda ministro da Previdência do governo de João Figueiredo e ministro da Justiça do presidente Fernando Collor, após a redemocratização do país.
Jarbas Passarinho foi casado com Ruth de Castro Gonçalves Passarinho, com quem teve cinco filhos.