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Política

Ex-candidato a governador é impedido de frequentar lugares publicos na Capital

14 de julho 2016 - 13h08 Por DOURANEWS
Ex-candidato a governador é impedido de frequentar lugares publicos na Capital Nelsinho é punido por crime ambiental quando foi prefeito de Campo Grande — Foto: Divulgação/Correio do Estado

O ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PTB), está impedido de beber em público, além de não poder frequentar bares, boates, sair de Campo Grande sem autorização judicial por mais de 30 dias e ser obrigado a se apresentar no Fórum bimestralmente para informar as atividades que realizar no período.

Nelsinho disputou as eleições de governador em 2014, pelo PMDB, e foi derrotado ainda no primeiro turno; depois, no segundo turno, apoiou o candidato vitorioso Reinaldo Azambuja, do PSDB.

Essa pena passou a valer a partir de 29 de junho deste ano e vai prosseguir até a mesma data de 2018. Ela foi determinada depois de acordo para encerrar processo criminal em que Nelsinho respondia na 5ª Vara Criminal de Campo Grande, devido ao descumprimento de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) relacionado à conclusão de obras no lixão da Capital.

O juiz Waldir Peixoto Barbosa assinou o acordo, que ainda teve o aval de promotor de Justiça e do próprio condenado. A ação que Nelsinho respondia foi protocolada pelo MPE (Ministério Público Estadual), e Nelsinho confirmou que aceitou as medidas restritivas como forma de benefício para que o processo fosse dado como concluído. “Tem algumas restrições que tenho que cumprir em função do término da ação”, disse ao jornal Correio do Estado.

Sobre as medidas restritivas, o ex-prefeito afirmou que todas serão cumpridas. “Vou seguir o que está escrito, como eu não bebo, nesse caso nada vai mudar”, ainda brincou. De acordo com os autos do processo, Nelson Trad Filho deixou de cumprir obrigações de Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público Estadual, relativas ao lixão e às obras de implantação do Aterro Sanitário no bairro Dom Antônio Barbosa II, quando foi prefeito de Campo Grande.

No termo estava previsto que melhoramentos na área precisavam ser concluídos até dezembro de 2011, mesmo prazo em que deveria ser fechado o antigo lixão. Porém, laudo técnico produzido em outubro de 2012 apontou a impossibilidade do funcionamento do aterro sanitário por conta de atraso na obra da UTR (Usina de Triagem de Resíduos).

O Ministério Público Estadual constatou também que as obras de recuperação ambiental na região, além do encerramento do lixão e a implantação da UTR só começaram depois do contrato de concessão firmado entre a Prefeitura e a empreiteira CG Solurb em novembro de 2012, fora do prazo acordado.