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Denunciados da Coffee Break cogitam processar MPE-MS por danos morais

27 de julho 2016 - 18h09 Por Redação Douranews
Denunciados da Coffee Break cogitam processar MPE-MS por danos morais Defensores pretendem processar MPE-MS por denúncias sem provas — Fotos: Henrique Kawaminami

Durante a coletiva de advogados que defendem parte dos denunciados pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual) no âmbito da Operação Coffee Break, eles destacaram as perdas políticas, financeiras e morais de seus clientes, o que pode levá-los a entrar com ações de danos morais contra o órgão.

Na coletiva desta quarta-feira (27), seis advogados, Fábio Trad, Renê Siufi, André Borges, Rodrigo Dalpiaz, Cesar Maksoud e Jail Azambuja, que representam quase a metade dos 24 denunciados, negaram as acusações de que os vereadores denunciados integraram uma organização que orquestrou um suposto esquema criminoso para cassar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) em março de 2014.

O Jornal Midiamax apurou que os denunciados estão desembolsando valores que variam entre R$ 150 mil a R$ 1 milhão com suas defesas. “Se o TJ (Tribunal de Justiça) rejeitar a denúncia vou entrar com ação por danos morais”, disse André Borges, que defende o vereador Otávio Trad (PTB).

O advogado explicou que ação indenizatória teria como alvo o próprio Ministério Público, autor da denúncia. Ele critica o inquérito ofertado à Justiça, onde seu cliente é classificado de ‘corrupto’ e chamado de ‘leviano’ pelos promotores que atuaram na investigação.  “Isso é um absurdo”, destacou o defensor.

Fábio Trad, advogado defensor do também vereador Airton Saraiva (DEM), prometeu que os advogados voltarão a se manifestar publicamente sempre que presenciarem uma acusação do Ministério Público, sem a apresentação de provas.