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Política

Em carta à Nação, Dilma diz que impeachment é ruptura

16 de agosto 2016 - 21h01 Por DOURANEWS
Em carta à Nação, Dilma diz que impeachment é ruptura Dilma Rousseff volta a dizer que Temer comanda golpe contra mandato dela — Foto: Douranews/Arquivo

A presidente afastada Dilma Rousseff divulgou no meio da tarde desta terça-feira (16) uma carta à população propondo a realização de plebiscito sobre a convocação de eleições presidenciais antecipadas. Na carta, Dilma aborda a crise política e defende que a população decida sobre a realização de um novo pleito presidencial.

“A restauração plena da democracia requer que a população decida qual o melhor caminho para melhorar a governabilidade", disse, ao ler o documento, direcionado à nação e aos senadores, durante entrevista coletiva à imprensa no Palácio da Alvorada. A presidente afastada apenas leu o documento e não respondeu perguntas.

No documento, intitulado "Mensagem ao Senado e ao povo brasileiro", Dilma reafirma que não cometeu crime de responsabilidade e classifica o processo de impeachment contra ela de "golpe". Dilma diz que caso o Senado decida pelo afastamento definitivo dela da Presidência da República haverá "ruptura da ordem democrática baseada em um impeachment sem crime de responsabilidade".

Na carta, Dilma também reconhece erros cometidos durante o governo e acena com mudanças na política econômica caso retorne à presidência. A presidente disse ainda que o processo é injusto, pois foi "desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente."

Na semana passada, 59 senadores votaram pela aceitação do parecer que dá continuidade ao processo. Com isso, o julgamento de Dilma por crime de responsabilidade terá início no próximo dia 25, uma quinta-feira. Para barrar o impeachment, Dilma precisa do voto de, no mínimo, 28 do 81 senadores. A presidente afastada não informou se irá ao Senado para apresentar pessoalmente a defesa dela.