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Eliana Calmon diz que Lava Jato precisa chegar ao Judiciário

20 de fevereiro 2017 - 17h42 Por Redação Douranews
Eliana Calmon diz que Lava Jato precisa chegar ao Judiciário

A jurista Eliana Calmon, de 72 anos, polemiza com seus pares da magistratura há algum tempo. Em 2011, por exemplo, quando ocupava o cargo de corregedora nacional de Justiça, ela afirmou que “bandidos de toga” estavam infiltrados no Judiciário. A declaração a colocou em rota de colisão com associações de juízes e magistrados, e posteriormente ela disse ter sido mal interpretada: "Eu sei que é uma minoria. A grande maioria da magistratura brasileira é de juiz correto", corrigiu.

Seis anos depois, com o país mergulhado no escândalo de corrupção da Petrobras, que mobiliza juízes de diversas instâncias com processos da Operação Lava Jato, Calmon volta à carga, e afirma que é preciso apurar a responsabilidade do Judiciário no caso.

Baiana de Salvador – terra natal da empreiteira Odebrecht, bastante criticada pela jurista-, ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Em 2014, filiada ao PSB, tentou sem sucesso uma vaga no Senado Federal, e posteriormente anunciou apoio ao candidato tucano Aécio Neves, que disputou e perdeu a presidência naquele ano.