Caravina fala das preocupações de municípios de MS no encontro da CNM em Brasília — Assessoria
O presidente da Assomasul, Pedro Caravina (PSDB), considerou importante e providencial a pauta definida nesta terça-feira (7) pelo Conselho Político da CNM (Confederação Nacional de Municípios) antecedendo as discussões em torno da 20ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios que ocorrerá em maio deste ano.
Segundo ele, entre os projetos prioritários estão a derrubada do veto ao projeto que trata do ISS (Imposto sobre Serviços) e a matéria que trata da repatriação de recursos do exterior. A medida está na pauta do Senado e se aprovada beneficiará estados e municípios em mais uma nova etapa de divisão proporcional de verbas extras.
O piso do magistério, segundo o presidente da Assomasul, também foi destaque na reunião. Ele comentou que a proposta da CNM é alterar o índice de reajuste do piso para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Também foram destacados os projetos que falam dos consórcios e de resíduos sólidos
O encontro faz parte da Semana Municipalista em Brasília, que começou nesta terça e se estenderá até quinta-feira (9). A reunião do Conselho foi seguida por um encontro com parlamentares. A iniciativa visa a obter o apoio de deputados e senadores à aprovação de projetos importantes.
Entre os parlamentares que integram a bancada federal, Caravina esteve com o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), presidente da Comissão Especial da Reforma Previdenciária, e com o senador Pedro Chaves (PSC-MS).
Ação conjunta
Durante o encontro, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, defendeu atuação conjunta entre a entidade e as associações de municípios como forma de fortalecer o movimento. Ziulkoski falou sobre estratégias a serem adotadas em relação aos principais projetos de interesse dos municípios que tramitam junto aos três Poderes, especialmente no Congresso Nacional.
A reforma da Previdência é assunto predominante nas rodas políticas em Brasília. "Esse é um tema que merece muita atenção. Não adianta o prefeito correr atrás de emendas. Eu tenho esse discurso há tempo, mas não adianta. Cerca de 5.000 Municípios do Brasil têm dívidas previdenciárias. Chega a R$ 100 bilhões de reais a dívida previdenciária. Então, são essas as mudanças que os prefeitos devem buscar", disse o dirigente.