O projeto Criança Feliz não traz novidades — Divulgação
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) fez um estudo em março que apontou graves problemas que oneram os cofres municipais com a implantação do Criança Feliz, programa do governo federal que o ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Social, fez propaganda ontem, na capital de Mato Frosso do Sul.
Um dos principais problemas do programa é o subfinanciamento, já que o recurso a ser repassado pela União para as ações não cobre todos os investimentos que precisam ser feitos. Para o Estado, o ministério repassará R$ 568 mil o que, para Terra, demonstra que “este programa não terá custos. Estes valores repassados são para iniciar o programa”, afirmou.
O ministro explicou ainda sobre a forma de trabalho, que contará com pessoas que farão visitas às famílias para fazer o acompanhamento das crianças. “Cada visitador vai ter 30 famílias para acompanhar e vamos repassar R$ 65 por criança visitada por mês, para o município. Vai ter repasse baseado no número de crianças, mensal”, detalhou.
Na prática, o projeto não traz novidades, e de acordo com definição do próprio ministro “atende os filhos do Bolsa Família”. “As crianças vão ser selecionadas dentro do Bolsa Família. São os filhos do Bolsa Família", confirmou. Ao todo, 27 municípios já aderiram ao programa em Mato Grosso do Sul e outras 23 cidades estudam a adesão.