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Após Temer dizer que não renuncia, Roberto Freire pede demissão da Cultura

18 de maio 2017 - 21h33 Por Redação Douranews
Após Temer dizer que não renuncia, Roberto Freire pede demissão da Cultura

O ministro da Cultura, Roberto Freire, decidiu deixar o cargo logo após o presidente Michel Temer anunciar que não renunciará à presidência da República por causa das denúncias de que teria pedido ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, que desse dinheiro ao ex-presidente da Câmara, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

Segundo OGlobo, em delação premiada já homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Batista contou aos procuradores da República que a “mesada” tinha o objetivo de comprar o silêncio de Cunha sobre investigações da Operação Lava Jato envolvendo integrantes do governo e políticos da base aliada.

Segundo a assessoria do Ministério da Cultura, a decisão de Freire está alinhada à primeira manifestação pública das bancadas de seu partido, o PPS, na Câmara dos Deputados e no Senado. Em nota divulgada mais cedo, o diretório nacional do PPS cobrou a renúncia do presidente caso as informações antecipadas pelo OGlobo sejam confirmadas. O partido, no entanto, não explicitou a intenção de abandonar a base aliada, tanto que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também é filiado ao PPS, anunciou que permanecerá no cargo.

Na nota que divulgou nesta quinta-feira (18), o PPS diz que “as denúncias até então divulgadas são de tal gravidade, que se for confirmado o teor da delação do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer precisa renunciar imediatamente para a preservação dos interesses do Brasil, com a manutenção da recuperação da economia, a retomada do crescimento e a geração de empregos”, conforme reproduziu a Agência Brasil.