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Temer diz que não renuncia e exige investigação tão rápida quanto a denúncia de jornal

18 de maio 2017 - 19h27 Por Redação Douranews
Temer diz que não renuncia e exige investigação tão rápida quanto a denúncia de jornal Michel Temer fez pronunciamento do Palácio do Planalto e disse que não autorizou pagar propina a Cunha — Reprodução/Globonews

O presidente Michel Temer garantiu, em pronunciamento nesta quinta-feira (18), do Palácio do Planalto, em Brasília, que não vai renunciar ao cargo e que exige investigação séria de todos os fatos que são narrados na reportagem do jornal OGlobo que antecipou, pelo colunista Lauro Jardim, na noite desta quarta-feira (17), o conteúdo da delação premiada de Joesley e Wesley Batista, do grupo JBS, à PGR (Procuradoria-Geral da República).

Segundo reportagem do jornal O Globo, em encontro gravado em áudio, em março deste ano, pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que estes ficassem em silêncio. O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, no STF (Supremo Tribunal Federal) homologou as delações. O conteúdo dos textos estão sob sigilo. Fachin também autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente da República.

Em nota, a Presidência da República informou, ainda na quarta, que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. A nota diz ainda que o presidente "não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar". Segundo a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. "Não houve, no diálogo, nada que comprometesse a conduta do presidente da República".