Quem se atreve a ser protagonista em 2018, depois de tantas denúncias? — Reprodução/R1
De olho em 2018, a Assembleia Legislativa tem pressa na investigação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), tendo em vista a chegada do ano em que serão realizadas eleições para a sucessão do governador e a renovação dos mandatos dos próprios deputados estaduais.
Como já se sabe, as principais lideranças políticas de Mato Grosso do Sul, pretendentes a governar o Estado, foram abatidas pelas denúncias de envolvimento em esquema de propinas da Odebrecht, JBS e da Lama Asfáltica. São poucos os nomes que podem se aventurar em disputar as eleições em 2018, ou seja, com a Lava Jato na caça, não sobra 'quase' ninguém para a sucessão estadual.
Wesley Batista, dono da JBS, acusou Azambuja, em conversa com procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato, de cobrar R$ 10 milhões de propina em troca de incentivos fiscais. Reinaldo negou com veemência a acusação, dizendo ser vítima de retaliação por não renovar acordos com a JBS. O governador considera frágil por falta de provas contundentes, mas diz ser grave as acusações. Reinaldo espera a conclusão do relatório das investigações da CPI até o fim do ano.
Tendo em vista que os possíveis adversários, no caso o ex-governador André Puccinelli (PMDB) que diz ter desistido da disputa ao governo do Estado, depois de ser levado pela Polícia Federal para dar explicações sobre indícios de seu envolvimento em corrupção, e estaria fora da sucessão estadual e o fato de que o também ex-governador e atual deputado federal José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, virou alvo da força-tarefa da Lava Jato com as delações do dono da JBS, Wesley Batista, e do então executivo da empresa, Ricardo Saud, o que predomina é a falta de alternativas com densidade eleitoral para ocupar a vaga do também comprometido Reinaldo Azambuja.
Aguardando pelos novos capítulos da 'série Lava Jato', os sul-mato-grossenses perguntam: Quem se arrisca a ser protagonista?